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Especial 25 anos: Como tudo começou...

13/06/2014
A PLANSERVICE começou suas atividades no segundo semestre de 89 numa sala cedida pelo pai do Carlos Miller na sede da sua empresa na Rua Alvorada, em São Paulo. A equipe, num primeiro momento, era composta apenas do Miller e um apoio de secretaria de meio período.
 
 
Os trabalhos, nesse início, consistiam em assessorias e treinamento em técnicas de planejamento e gestão de obras para empresas que precisavam de apoio e qualificação de suas equipes. Os cursos de planejamento e gerenciamento de obras rapidamente tomaram tal vulto que faltava agenda para poder atender a todos os interessados, em especial nos finais de semana.
 
“Nós chegamos até a ter diplomas emitidos pela PLANSERVICE” lembra Miller, saudoso.
 
Em dezembro de 1989 a PLANSERVICE pegou o primeiro contrato efetivo de gerenciamento. O objeto era a implantação do chamado Moinho C, do Grupo Santista, em Santos, e nessa oportunidade o Luiz Secco foi o primeiro a se juntar de fato à equipe, com a responsabilidade de criar e desenvolver a área de planejamento de obras, até hoje liderada por ele. A abrangência do serviço era bem ampla, pois além de uma reforma completa do prédio de moagem e silos, foi feita a troca de todos os equipamentos de produção e a instalação de automação industrial, fato inédito no Brasil. Desde essa ocasião a empresa não deixou mais de atuar na área de gerenciamento.  A PLANSERVICE foi contratada pelo Sr. Ezio Garzon, representante e sócio da filial brasileira de uma empresa italiana com avançada tecnologia em moinhos chamada Sangati, lembrado sempre com muito carinho. Carlos Miller se recorda de um fato marcante. “Durante a negociação o Sr. Ezio perguntou se um adiantamento no início dos trabalhos poderia resultar em algum desconto. Era uma época de inflação elevada, fiz umas contas e disse que sim, que seria possível um desconto, dependendo do tamanho do adiantamento. Nesse momento o Sr Ézio olhou bem nos meus olhos, e retrucou: você tem cara de honesto, mas mais de 50% eu não dou!” E assim começaram, com um grande contrato e com 50% adiantado em caixa, o que possibilitou uma série de investimentos para montar a empresa nos moldes pretendidos. A história costuma dar voltas e logo depois - março de 90 - veio o Plano Collor, e parte substancial do adiantamento acabou ficando presa pelo governo.
 
 
O contrato do Moinho C foi ampliado, e a PLANSERVICE foi agregando gente, como a Shirley, que está na empresa desde 1991.
Com o sucesso obtido no gerenciamento do primeiro projeto de porte com o Grupo Santista, a PLANSERVICE foi contratada para participar de outros projetos, ampliando a sua capacitação e o número de clientes, e num determinado momento surgiu a oportunidade de trabalhar no gerenciamento de projetos e obras de implantação do WTC - World Trade Center - de São Paulo.
 
 
Nessa ocasião o Fernando Fahham era diretor da OAS Empreendimentos, incorporadora do Grupo OAS, e havia sido convidado a assumir a Gerência Geral do Empreendimento, liderando um consórcio formado pelas empresas OAS Empreendimentos e Servlease, e que se encontrava em início de construção.
O Fernando Fahham e o Carlos Miller foram colegas de Poli desde o primeiro ano de faculdade, e logo após se formarem também trabalharam juntos na TOPP, empresa que desenvolvia o mesmo tipo de trabalho que hoje é feito pela PLANSERVICE.
 
 
Foi o que bastava para voltarem a trabalhar juntos. Após um telefonema o Fernando passou no escritório do Miller, na época ainda localizado no sobrado da Rua Alvorada, e foram juntos para conhecer o projeto do WTC. No mesmo dia foi feita uma proposta e a PLANSERVICE atuou no empreendimento até a sua inauguração em 1995. No ano seguinte o Fernando deixou a OAS e se juntou a PLANSERVICE, mantendo uma sociedade com o Miller até hoje.
A experiência de voltarem a trabalhar juntos no WTC, segundo Carlos Miller foi fenomenal, pois foi um trabalho intenso e de muita responsabilidade num projeto que sempre será referência, tanto pelo seu porte, como pelas suas características inovadoras de empreendimento multiuso, com um edifício comercial, um hotel, um shopping center, um centro de convenções e 4 subsolos de garagem, numa área construída total de 180 mil m2. A dobradinha foi tão boa que desde então compartilham a mesma sala e não abrem mão disso.
 
 
Em 1994 foi a vez do Luiz Eduardo Miller se incorporar à equipe, com um novo projeto para o Grupo Santista, tornando-se a partir de 1998 o responsável pela condução dos trabalhos no ciclo de diversos projetos de hipermercados em que a empresa atuou, sempre com muito sucesso. Carlos Miller se recorda que foi nesse momento que o Aílton Medeiros e depois o Bonamico se juntaram à empresa.
 
 
 Em 2007 o Mario Donato foi convidado para assumir o projeto da REC Berrini e desde então passou a comandar os contratos com os clientes de fundos de investimentos, completando o quadro dos cinco diretores atuais.
 
 
Carlos lembra que a empresa sempre cresceu, em que pese os momentos de preocupação devido a crises conjunturais. Todos os segmentos ligados à indústria da construção dependem diretamente do desenvolvimento e investimentos que são feitos pelas empresas, e conforme o tamanho da “marola” na economia, as consequências na empresa são sentidas, como aconteceu no início de 2000, por exemplo.
 
 
Um outro tipo de crise pela qual passaram, crise boa, diga-se de passagem, foi em 2010, quando ocorreu um expressivo crescimento da economia, e foi detectada uma crise de crescimento na empresa, o que levou a uma reorganização. O primeiro passo foi dar maior importância para a área de recursos humanos, com a contratação de uma consultoria para identificar e entender os problemas internos. A sequência foi a criação do departamento de DH – Desenvolvimento Humano – para atuar diretamente naquilo que a empresa acredita ser o seu maior diferencial: os seus colaboradores.
 
 
Hoje, com o nome que a PLANSERVICE tem e com a confiança que os clientes depositam na empresa, todos os colaboradores têm plena consciência dos seus princípios e valores.
 
 
Carlos Miller discorre sobre a empresa apresentando sua meta de ser a melhor empresa de gerenciamento do Brasil. “Não sei se um dia seremos a maior, mas com certeza o nosso objetivo é ser a melhor!”, afirma com segurança o diretor.
Hoje a PLANSERVICE faz o que é chamado de MBA interno para um grupo de gerentes, por ter sempre uma preocupação muito grande com a qualificação, um fator que sempre a distinguiu com relação aos concorrentes.
Quando questionado sobre o futuro que enxerga para a PLANSERVICE, Carlos Miller responde que sem dúvida prevê um futuro muito bom, tendo cada vez mais espaço para atuar, pelo reconhecimento cada vez maior que a empresa tem no mercado.
 
 
“Comecei a PLANSERVICE com o sonho de poder construir uma empresa que tivesse a qualidade, o comprometimento e o reconhecimento que tinha a única empresa pela qual passei antes, a TOPP. Não tenho uma bola de cristal para dizer se teremos um ‘céu de brigadeiro´, mas hoje entendo que por mais nuvens e mais problemas que possam aparecer pela frente, nós estamos muito mais aptos a identificar, poder contornar e ir em frente. A minha visão é que temos um grande futuro pelo que já construímos, pelo preparo que temos e pelo que pretendemos fazer. Além da oportunidade de poder continuar trabalhando com os nossos clientes tradicionais, temos também a oportunidade de estarmos sendo chamados para atuar junto a novas empresas estrangeiras, o que nos traz novos desafios, conhecimento e uma excelente exposição no mercado. Temos uma equipe enxuta e bem qualificada, e nós queremos melhorar ainda mais essa qualificação, adequar ao máximo as equipes às necessidades dos nossos clientes e poder com isso ter o retorno adequado. Acho que nós temos muito espaço para que possamos melhorar sempre!”

 

Por Tatiana Carvalho


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