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Fachadas Ventiladas 25/03/2017

A preocupação com a sustentabilidade dos edifícios e dos canteiros de obra é cada vez mais latente no mercado da construção civil e, por isso, soluções criativas que possam reduzir o consumo energético das edificações e contribuir para seu desempenho térmico são sempre bem vindas.

As fachadas ventiladas funcionam como um envelope sobre a fachada estrutural da edificação, sempre fixadas em uma estrutura auxiliar. O que distingue a fachada ventilada da fachada cortina é que as juntas dos painéis de seu sistema não são totalmente vedadas, possibilitando que o fluxo de ar entre elas crie uma lâmina de ar entre as paredes.

O sistema funciona com base em um princípio simples: por convecção, a diferença de pressão entre o ar frio e quente garante sempre que o ar frio acesse a vazio entre as paredes pela extremidade mais baixa e, no topo, é dissipado o ar quente, conhecido como efeito chaminé. Assim há sempre renovação de ar na edificação. A utilização do sistema adequadamente pode gerar uma economia no consumo energético de um edifício em torno de 30% a 50%.

Sistema de fixação imagem: Hunter Douglas

O sistema de fachadas ventiladas possui outras vantagens:

Sistema de respiro: O sistema da fachada ventilada permite a eliminação da umidade presente nas paredes do edifício, possibilitando, assim, maior vida útil para a estrutura;

Estanqueidade à água: Adequadamente dimensionado, o sistema pode diminuir as infiltrações nas fachadas das edificações, uma das patologias mais comuns em fachadas danificadas;

Facilidade de limpeza: A fachada ventilada, devido a seu baixo grau de porosidade, é facilmente higienizada. Até mesmo a água da chuva pode mantê-la visualmente limpa.

Aposta-se no avanço de técnicas de arquitetura e engenharia sustentáveis, partindo da racionalização do projeto ao canteiro de obras. Soluções de redução do consumo energético são

cada vez mais necessárias e emergenciais, considerando a capacidade das concessionárias locais em oferecer energia em tensão de utilização pelos usuários finais, certificações ambientais e o ciclo de vida da edificação.

As possibilidades de utilização de sistemas que contribuem com conforto ambiental do edifício e redução de seu consumo são amplas. Vale consultar a obra do arquiteto João Filguerias Lima, conhecido como Lelé, e seus projetos de hospitais para a rede Rede Sarah Kubitschek, onde há soluções de microclimas que podem até evitar a climatização de alguns locais.  


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