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Notícias - Gerenciamento de Projetos e Obras

Série Engenharia de Riscos: O que é risco?

20/03/2017

A partir desta edição, o Jornal Entre Obras publicará a série Engenharia de Risco, dividida em cinco capítulos. No primeiro, iremos explicar o que é risco em uma obra. De maneira bem direta, risco é tudo aquilo que pode afastar o projeto do plano inicial, é um evento incerto que pode trazer um resultado positivo ou negativo, que impacta no prazo e no custo de um empreendimento.

E a Gestão de Riscos identifica estes potenciais eventos. “Muitos projetos nascem fadados ao insucesso justamente por desconhecimento dos possíveis riscos, para os quais o gestor não planejou as ações necessárias para respondê-los e até mesmo eliminá-los”, explica Leonel Domiciano, engenheiro da PLANSERVICE. Como consequência, podem haver impactos de ordem financeira, na expectativa do projeto e até mesmo no alcance dos objetivos pretendidos com a obra.

Os riscos permeiam todo o projeto, então, sua gestão pode ser feita em todas as fases, por meio de pesquisas, opiniões de especialistas ou até mesmo em um brainstorm. “O que se deve ter em mente é que um evento só pode ser considerado um risco se houver uma causa, atrelada a uma probabilidade de ocorrência, que gera um impacto”, esclarece Domiciano. Para ilustrar, ele elaborou um exemplo simples:

Uma pessoa está com uma viagem marcada para o exterior e está preocupada, pois ultimamente anda muito distraída e tem medo de esquecer o passaporte em casa no dia da viagem. Qual é o risco? Qual é a causa? Qual é o impacto?

O risco é esquecer o passaporte em casa. A causa é a pessoa não estar muito concentrada no seu dia a dia, pois vem perdendo documentos com frequência (probabilidade de ocorrência). E o impacto é perder a viagem e o dinheiro da passagem.

Resposta aos riscos

Após a identificação, os riscos devem ser classificados tanto pela sua ordem de importância – que pode ser pela dimensão do seu impacto, pela urgência de resposta, ou qualquer critério específico do projeto – quanto pela estratégia de aplicação da resposta.

Depois, parte-se para as respostas aos riscos. Existem dois momentos para responder aos riscos: 1. Antes da ocorrência (contenção, no caso de ameaça; ou alavancagem, no caso de oportunidade), e 2. Depois da ocorrência (contingência no caso de ameaça; ou aproveitamento no caso de oportunidade). “Nesta fase, é necessário avaliar se vale a pena responder ao risco, se a ação necessária para reduzir o impacto (mitigar), transferir o impacto ou eliminar o risco, não causará impacto maior do que simplesmente aceitar e encarar a probabilidade de ocorrência. Vale lembrar que riscos com 100% de chance de ocorrência deixam de ser risco e passam a ser fato”, ressalta Domiciano.

Ele acrescenta que nem todo risco implica em prejuízo. Alguns riscos podem ser positivos e, portanto, representar oportunidades. O importante é saber avaliar corretamente, para tomar as medidas apropriadas de acordo com a necessidade.


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