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Especial 25 anos: Datacenter e Call center da TIM

26/08/2014


A experiência com Datacenters já veio muito antes de 2003, quando começaram as obras com a TIM, um dos grandes projetos que a Planservice teve na sequência de uma especialização obtida ao longo do tempo com a participação em projetos de missão crítica.
 
“Nós começamos com  a IMPSAT, depois trabalhamos no datacenter da EDS e por último, pegamos quatro contratos com a Brasil Telecom. Com isso, nós acabamos desenvolvendo uma expertise no assunto, o que nos qualificou num processo de concorrência para contratação do projeto da TIM, de um Datacenter e um Call Center”, conta Carlos Miller, diretor da Planservice.
 
Miller explica que esse projeto foi muito interessante, pois foi implantado na antiga fábrica da Pirelli, de pneus e cabos, que num processo de novos negócios acabou criando a TIM, Telecomunicações Itália Mobile. A Pirelli era a maior acionista da TIM à ocasião, e assim resolveram utilizar uma área da própria fábrica da Pirelli para construir um novo Datacenter da TIM no Brasil. A ideia inicial era reformar alguns prédios dentro do polo industrial da marca, em Santo André, aproveitando os prédios já existentes.
 
De acordo com o engenheiro responsável, Carlos Frederico Costa Leite, o Data Center da TIM foi uma das obras do complexo TIM PISA, um complemento do Projeto PISA (Pirelli SA) um master plan para reaproveitamento das áreas ociosas das fábricas da Pirelli em Santo André. O complexo era constituído de três unidades: o Data Center, a Utilidades e o prédio administrativo, dividido em segurança (patrimonial e digital), telecomunicações e redes, Call center, RH e fábrica de software.
 
Uma avaliação prévia feita pela equipe da Planservice mostrou que era inviável apenas reformar o prédio onde seria feito o Datacenter, pelas características que são necessárias neste tipo de projeto. Então a proposta da Planservice, baseada em custos de execução de obra, em versatilidade, em requerimentos de carga física, número de pilares e tudo que se pretendia fazer, era demolir o prédio que seria utilizado para fazer o Datacenter e construir um novo. “No chão!” foi a expressão mais usada nas inúmeras reuniões que precederam tal decisão.
 
Em conjunto com esse projeto previa-se a construção de um Call center, que viria a ser o principal da TIM no Brasil. Segundo o diretor, este foi instalado na antiga fábrica de pneus de caminhão, que conseguiu ser aproveitada. A fábrica era toda em piso metálico e por sugestão da Planservice, para minimizar custos, foram feitos testes que possibilitaram a utilização de piso elevado, o que deu muito certo.
 
“Era um projeto muito grande e com muita tecnologia envolvida, por isso nós optamos na época por contratar duas empresas construtoras e fizemos duas concorrências, uma para o Call center, e outra para o Data Center, com a condição de quem ganhasse uma obra não poderia fazer a outra. “Nós atuamos lá com duas equipes de gerenciamento e com um prazo de entrega muito apertado”, conta Carlos Miller.
 
 “Foi uma experiência muito bacana, porque a gente tinha contato direto com o gestor responsável pela TIM Brasil e também tínhamos o feedback da TIM Itália, que liderava o empreendimento.” Afirma Edna.
 
Ao longo deste projeto, segundo eles, houve fatos interessantes. A tecnologia foi mudando e tiveram que ser feitas uma série de adaptações com a colaboração de uma equipe especializada nessa área de missão crítica/ Datacenters, representada pelos escritórios dos consultores José Luis de Martini e Eduardo Grecco. A equipe de gestão foi toda da Planservice.
 
Nessa equipe, o primeiro gerente foi o Fernando Lima, a atual Engenheira de custos, Edna Medeiros, o engenheiro Carlos Frederico Costa Leite, que atuou como engenheiro de campo e hoje é um dos gerentes de contrato da Planservice, e o Luiz Nassif. No entanto, quando faltava por volta de três meses para finalizar a obra, houve a necessidade de fazer algumas alterações e um acompanhamento mais de perto e o diretor Carlos Miller acabou atuando praticamente em período integral no local da obra.
 
Pelo porte e complexidade do empreendimento alguns desafios fizeram parte do projeto. Segundo Leite, alguns deles foram: a execução do master plan do projeto PISA e a inserção da TIM neste contexto, a ampliação do empreendimento sem o desligamento da subestação existente e em funcionamento (atendendo todo parque fabril da Pirelli);  o controle de qualidade no desenvolvimento dos projetos para atender a velocidade de execução da obra, o próprio prazo de execução, incluindo a demolição dos galpões sem utilização da Pirelli, a gestão de construtoras diversas simultaneamente no mesmo local de obra e simultaneamente à implantação e início de funcionamento da sala principal de telecomunicação, o trabalho de descontaminação e tratamento do lençol freático.
 
A Planservice também acabou ficando responsável por gerir o contrato de toda a parte de instalação e montagem dos equipamentos. O compromisso inicial era somente a instalação do Datacenter e do Call center, só que com a chegada dos equipamentos, a equipe acabou fazendo esse controle a pedido da TIM.
Edna explica que, “nós tínhamos que gerir todos os contratos, controlar toda a entrada de equipamentos porque eram vários clientes simultâneos para administrar e também tinham outros tipos de serviços que não eram do nosso escopo, mas nós acabamos administrando o pessoal de mão-de-obra especializada de lógica, de consultoria na área de sistema de TI, que não era nossa especialidade. A gente conseguiu gerir isso com muita tranquilidade.”
 
Ela alerta que como toda obra desta amplitude ocorreram vários percalços, mas também muito reconhecimento. “Foi uma obra muito importante para a região, eu sou do ABC e foi o primeiro grande Datacenter no estado de São Paulo, depois tiveram outros como o da Claro. Lá ficou centralizado o atendimento de reclamações e todo o sistema da TIM, então gerou um grande impacto na região e muito emprego.”
 
A engenheira de custos se lembra que a TIM tinha o controle do contrato na matriz, no Rio de Janeiro, e o trabalho da Planservice chegou num nível de abrangência, que a TIM encontrou mais consistência e precisão nos valores controlados pela Planservice do que do próprio pessoal da TIM. Ela acrescenta que teve um caso do gerente do projeto ir para a TIM Itália com o relatório feito pela Planservice, ao invés do relatório feito pelo departamento deles no Rio de Janeiro.
 
“Para o departamento que eu atuava na época isso foi muito interessante, porque quando você faz um controle do contrato, as vezes você está tão envolvido com os custos da obra, que não consegue acompanhar fisicamente a obra. O volume de trabalho era tão grande que eu não conseguia ir a obra, mas da minha mesa eu sabia o status atualizado da obra e tinha todo o monitoramento da informação, dando suporte para o pessoal de campo.”
De acordo com o diretor da Planservice, o projeto evoluiu bem e as empresas trabalharam dentro do que se esperava, atendendo as exigências da TIM, que sempre foram muito grandes. Ele afirma orgulhoso, que até hoje esse projeto é uma referência e trouxe como consequência um dos grandes projetos que vieram na sequência, o projeto do Datacenter da BMF, que está sendo concluído agora.
 
Ele continua dizendo que “foi muito importante pelo porte do projeto, pela velocidade com que ele foi feito e pela tecnologia embarcada.
A obra começou em 2003 e finalizou em 2004, porém a parte de controle de contratos continuou mais ou menos um três meses depois da inauguração, que ocorreu no dia 3 de dezembro de 2004.
 
A experiência que ficou para toda a equipe foi incrível, segundo eles. “Para nós, como profissionais, foi muito importante no sentido de conhecer novas tecnologias, conhecer novos sistemas e abriu muito os meus horizontes, porque eu nunca tinha trabalhado em uma obra deste tipo. Tinha trabalhado em outros tipos de obra na empresa, mas nunca uma obra envolvendo uma área tão detalhista como TI, que envolve muitos processos que se correlacionam”, afirma Edna.
Não foi somente a Planservice que gostou da experiência. O feedback do cliente também foi muito satisfatório. “O cliente ficou muito contente, muito realizado, e foi um dos melhores atestados de capacitação que nós recebemos aqui na Planservice”, conclui Carlos Miller.

 

Por Tatiana Carvalho


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