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Gerenciando um shopping center

03/09/2014

 “Gerenciar os envolvidos no processo é a parte mais trabalhosa, exige uma boa dose de jogo de cintura”

Leonel Domiciano
 
 
Um Shopping Center é sempre uma obra de grande extensão, porém, segundo Maurício Iazzetta, gerente de contratos da Planservice, “não tem muita diferença entre gerenciar um Shopping e qualquer outro empreendimento como um centro logístico, um edifício triple A, ou um hospital, por exemplo.
 
De acordo com Maurício, o que tem de diferente são alguns cuidados ou controles a mais, que devem ser tomados. “A quantidade de itens que compõe um shopping são muito maiores do que em qualquer outro tipo de empreendimento. Essa é, no meu modo de entender, uma das diferenças.”
 
Outro especialista em gerenciamento de shopping center é o e gerente de projetos da Planservice, Leonel Domiciano. Ele explica que há muitas partes envolvidas, como gerenciar as mudanças que ocorrem durante a execução, além da responsabilidade com o capital investido do cliente que é, sempre, elevado. “Mas também é muito enriquecedor, pois atinge um amplo campo da engenharia e da arquitetura”
 
Iazzetta conta que uma peculiaridade dos shopping centers é a data de abertura. “Na maioria das vezes os prazos são muitíssimos mais apertados, porque tem sempre datas específicas que são solicitadas para a inauguração. Por exemplo, antes do natal, então no final de outubro, começo de novembro é um dos prazos, ou antecedendo o dia das mães, em maio. Se perderem essas datas vão para as seguintes, pois abrir no meio delas é muito ruim.”
 
Os especialistas falaram um pouco sobre as experiências que tiveram em gestão de shopping center dentro da Planservice. “Foram duas experiências: O Serrasul Shopping, em Pouso Alegre-MG, do início ao fim, e o Pátio Cianê Shopping em Sorocaba-SP, nos últimos 8 meses de obra. Em ambas, trabalhei também no período inicial de funcionamento”, diz Domiciano, que se recorda que trabalhou junto com o engenheiro Maurício na obra do Shopping Pátio Cianê.
 
De acordo com o gerente de projetos, esse shopping tem uma característica que nenhum outro no Brasil tem, até hoje. Ele foi construído em cima de uma fábrica de tecidos, portanto suas instalações e estrutura foram aproveitadas. “Só que essa fábrica de tecidos tinha cem anos então era um prédio antigo, tombado, com uma arquitetura característica da fase em que ela foi construída. O desafio era, além das aprovações normais, a aprovação do CONDEPHAAT e do patrimônio histórico municipal, dois órgãos que sempre serão restritivos o suficiente para não deixar que o patrimônio histórico seja alterado, então nós tivemos que fazer todo o shopping com as características da fábrica, então por exemplo as paredes externas não foram mexidas, elas são exatamente as mesmas paredes da época.”
 
Segundo ambos, o grande desafio foi conseguir adaptar um shopping, com tudo que é necessário para a construção de um, dentro do que era uma fábrica centenária, havendo uma série de restrições.
 
Quando questionados sobre a necessidade de uma equipe maior, eles afirmaram que não há essa obrigatoriedade. “Nosso serviço, dependendo do tipo, exige uma equipe maior. Ou dependendo do tamanho do escopo, se for um escopo completo, se nós formos fornecer todos os nossos serviços, vai ser uma equipe maior. O shopping por ser um shopping não tem que ter, necessariamente, uma equipe maior”, explica Iazzetta.
 
Como uma gerenciadora obviamente o trabalho deles não é construir tudo aquilo, mas sim fazer a gestão de quem está construindo, expõe Iazzeta. “Portanto, nós não temos nenhuma função executiva em fazer o shopping, como por exemplo os projetos ou as obras, mas temos uma função de controle, de cronograma e de custos. Nós fazemos o acompanhamento dessa obra e ficamos prevendo o que pode acontecer em relação a custos e prazos principalmente, para que o cliente tenha argumentos ou condições de traçar outras estratégias ou outro posicionamento.”
 
De acordo com o especialista Leonel, “obra de shopping não é complexa, mas sim completa. Acredito que a responsabilidade da obra de um shopping é maior, já que o usuário é o público em geral, então certos detalhes precisam de uma atenção maior, como acessibilidade, conforto, segurança entre outros.”

 

Por Tatiana Carvalho