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Como os outros países enxergam o BIM

23/12/2014
Juntando-se à Suécia e à Alemanha, a Inglaterra implementa os projetos eletrônicos no formato BIM nas concorrências públicas. Este foi um dos destaques do evento global Be Inspired, da Bentley, realizado em Londres, no mês de outubro, quando seis júris independentes escolheram as iniciativas de infraestrutura e industriais que se ressaltaram em diversas categorias e campos de atividades.
 
Os primeiros registros sobre conceitos de BIM (Building Information Modeling) surgiram em 1974 e são creditados ao professor Charles M. Eastman, do Instituto de Tecnologia da Geórgia – EUA. Mas foi o arquiteto e analista industrial americano Jerry Laiserin, em 2008, quem aplicou a tecnologia pela primeira vez em um projeto. Propagado em todo o mundo, o sistema, antes focado em projetos de edifícios, agora começa também a ser intensamente utilizado nas obras de infraestrutura a ponto de alguns países estarem definindo prazos para que o BIM seja uma ferramenta obrigatória em projetos para obras públicas. “O Reino Unido estabeleceu em 2012 um prazo de quatro anos para que as construtoras adotem o sistema, ou seja, até 2016 o BIM estará em todos os projetos. A União Europeia está no mesmo caminho. Aqui no Brasil, Santa Catarina foi o primeiro estado a exigir que a tecnologia esteja presente em todas as licitações de obras públicas até 2018. Na esfera federal, o DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte) está adotando resolução semelhante”, afirma Júlio Calsinski, da Nemetscheck, multinacional alemã que passou a desenvolver o BIM no Brasil.
 
Na conferência global de infraestrutura da Bentley, o que chamou a atenção foi o programa BIM do governo inglês para implantação de projetos eletrônicos suportados por softwares de gestão nas obras públicas, que têm a meta de reduzir em até 20% o custo de construção até 2016. Na sequência, em anos seguintes, pretende buscar redução maior ainda, de até 35%, no custo das obras e de 50% nos prazos de execução. Pelos padrões clássicos da construção brasileira, parece algo impossível — mas o governo inglês e sua consultoria privada mostram o caminho das pedras, que envolve a participação das próprias empresas de engenharia atuantes no mercado.
 
Calsinski palestrou no seminário Projeto, Construção, Sistemas Construtivos e Manutenção de Obras de Infraestrutura viária e mobilidade urbana. “O uso do BIM em projetos de obras de infraestrutura é um caminho sem volta”, garante o especialista, explicando o porquê desta profusão do sistema. “O CAD não dá mais conta, pois o engenheiro calculista está recebendo modelos de arquitetura cada vez mais complexos, e isso também exige projetos mais elaborados”, completa.
Instituições públicas de todos os países estão adotando os recursos avançados de software para enfrentar problemas antigos de gestão. Um exemplo ocorre em Cancun, no México, que emprega essas tecnologias para identificar os proprietários que ampliam suas casas ou instalações comerciais, para atualizar a cobrança de imposto territorial independente das vistorias in loco. A receita cresceu 30% em menos de doze meses na localidade.

Calsinski alerta, porém, que as empresas precisam ter um bom planejamento para adotar o sistema. “A diretoria da companhia é decisiva para implantar o BIM. Não se pode terceirizar essa medida. Também é preciso definir a equipe que irá desenvolver o sistema, e é importante que, entre eles, estejam os melhores”, finaliza. 


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