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Conjuntura econômica e o ciclo de vida das empresas

02/03/2016

Em administração de empresas, uma das ferramentas mais conhecidas e que podemos utilizar para identificar qual o momento de dificuldade que uma empresa está passando é o gráfico de Ciclo de Vida das Empresas (Veja a explicação detalhada de cada fase no site: http://www.ealsolutions.com.br/como-fazemos.aspx). Este gráfico reflete as fases mais comuns durante o ciclo de vida da maioria das empresas, ressaltando seus milestones – ou marcos/pontos-chave que são momentos de dificuldades, ou crise, pelos quais passa a maioria das empresas. Não existe um período certo ou duração para cada fase ou crise podendo, algumas empresas, em alguns casos, estagnar por longos anos, até que aquela fase desgaste o negócio de tal maneira, que comece a sentir os efeitos financeiros negativos, a baixa produtividade ou a incapacidade de crescimento. Enquanto a empresa não resolve estes “gargalos” de ausência de diretrizes ou gestão operacional, por meio do autoconhecimento e análise dos seus pontos fracos, fica suscetível às interferências do mercado e da economia de maneira mais brusca e profunda. Quando o negócio ainda está num estágio inicial de seu ciclo de vida, então, os impactos são ainda maiores, motivo pelo qual de cada 100 empresas que são abertas, metade não dura nem 3 anos (Fonte: IBGE).

Neste cenário atual de recessão e crise econômica e, principalmente, de impasse político, o problema se torna ainda mais grave. Para o varejo e toda sua cadeia de produção, a baixa no poder aquisitivo dos consumidores é catastrófica e gera uma bola de neve em todos os setores. No setor de engenharia, se quisermos analisar, consumidores sem poder de compra geram a queda nas vendas em supermercados, shoppings, varejo em geral, o que ocasiona baixa produção, o fechamento de empresas, demissões em massa, menor movimentação na logística e de centros de distribuição. O resultado são empresas com menos empregados, diminuindo custos e reduzindo escritórios, o que anula a necessidade de novos empreendimentos corporativos, shoppings, centros de distribuição, supermercados, etc. Neste contexto, os fundos de investimento, principais players nesse mercado de incorporações e empreendimentos, começam a sondar outros mercados e preterir o nosso. Somado a isso, a incerteza por parte dos investidores, ocasionada pela falta de propostas do governo perante a crise e o ônus repassado a todos os contribuintes, em virtude dos gastos abusivos e irresponsáveis da máquina pública, agrava ainda mais a perspectiva de retomada da economia.

No quadro econômico que o Brasil enfrenta, é comum que empresas que já estavam em uma fase mais elevada do ciclo de vida – enfrentando etapas e crises mais sólidas, relativas à melhoria na gestão ou estratégia – se vejam voltando algumas casas, ou descendo alguns degraus. Dependendo do impacto causado pelo mercado, em muitos casos, as empresas voltam à fase de crise de liderança, ou seja, uma fase de sobrevivência da empresa, onde os sócios e diretores deixam de lado a parte estratégica e se voltam para a abertura de novos clientes e mercados, reinventam produtos e reestruturam a empresa. Claro que uma empresa que já tenha passado por esta fase consegue superá-la mais facilmente, pois já tem todo um know-how, nome e clientes no mercado, uma estrutura formatada, processos e definições estratégicas e operacionais que acomodam um novo crescimento. Porém, deve haver novamente o foco na solução necessária para este momento, que se dá por meio da criatividade na busca por novas soluções e mercados e uma atuação comercial muito forte.