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Série Engenharia de Riscos: Como identificar e mensurar o risco 05/05/2017

No segundo capítulo da série Engenharia de Riscos, vamos abordar como identificar e mensurar o risco. Para isso, primeiramente, é preciso levar sempre em conta o impacto e a probabilidade para ocorrência. Sem eles, não se trata de risco. “Existem técnicas consagradas para identificação dos riscos como o SWOT (Forças “S” / Fraquezas “W” / Oportunidades “O” / Ameaças “T”), diagramas de causa e efeito, diagramas de sistema ou diagrama de influência. A integração com outras disciplinas do gerenciamento do projeto também contribui para esta identificação, como o gerenciamento de steakholders (ou partes interessadas). Vale lembrar, novamente, que nem todo risco é aquele que causa prejuízo”, afirma Leonel Domiciano, engenheiro da PLANSERVICE. Este processo de identificação é iterativo pois, à medida que o ciclo de vida do projeto evolui, novos riscos podem surgir ou serem evidenciados.

O ideal é que o plano de gerenciamento de riscos seja feito antes do início da obra, já que as premissas do projeto – eventos incertos sobre os quais não há gestão – já são os primeiros riscos. “Vale salientar que o gerenciamento de riscos é contínuo, uma vez que novos riscos surgem à medida que o projeto caminha”, explica Domiciano. 

De acordo com ele, não existe uma tipificação padrão para os riscos. O que deve ser feito após a identificação é a categorização dos riscos. A categorização também deve ser feita conforme a natureza do projeto.

Para agrupar os riscos conforme as categorias identificadas, o PMBook orienta a utilização de uma Estrutura Analítica de Riscos (EAR), que pode ajudar no desenvolvimento eficaz das respostas.

Uma vez categorizados, os riscos devem ser divididos em Riscos Quantitativos e Riscos Qualitativos. Quando é possível estabelecer uma probabilidade de impacto de forma direta e precisa, este risco é considerado Quantitativo. Também há técnicas para se chegar nestes números, como simulação de Monte Carlo, Regra do Somatório, Regra da Adição e Regra da Multiplicação. “No caso de riscos qualitativos, eles podem ser subcategorizados em alto, moderado e baixo. O cálculo das probabilidades e impactos é algo subjetivo e, por isso, necessita de uma atividade mais intensa dos gestores, com a realização de reuniões e entrevistas com participantes selecionados por sua familiaridade com as categorias de risco, para se estabelecer o nível de probabilidade de cada risco”, diz Domiciano.

Segundo ele, o resultado mais importante na mensuração de um risco é o cálculo do Valor Esperado, ou seja, o impacto propriamente dito. . Este cálculo é obtido através da fórmula VE = Probabilidade (%) x Impacto (R$). Conforme explicado anteriormente, deve-se avaliar se compensa responder ao risco, e o resultado do Valor Esperado será a base para as definições de resposta.

Domiciano alerta que sem identificar categorizar e mensurar os riscos de uma obra é impossível responder de maneira eficaz às questões que possam surgir durante a execução do empreendimento. “A consequência é o prejuízo causado por uma ameaça ou o mal aproveitamento de uma oportunidade”, avisa.


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